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Sermão – Novo Ser – Metarmorfose

Sermão maravilhoso pregado na Igreja Presbiteriana da Abolição. Um lindo sermão que fala sobre metamorfose e como somos transformados em um novo ser. 

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Sermão maravilhoso pregado na Igreja Presbiteriana da Abolição, pelo Rev. Rarcelo Rodriques. Um lindo sermão que fala sobre metamorfose e como somos transformados em um novo ser.

Convido você a ler e se deliciar com este brilhante sermão.

Texto:

I Pedro (ARA)

1.13 Por isso, cingindo o vosso entendimento, sede sóbrios e esperai inteiramente na graça que vos está sendo trazida na revelação de Jesus Cristo.
1.14 Como filhos da obediência, não vos amoldeis às paixões que tínheis anteriormente na vossa ignorância;
1.15 pelo contrário, segundo é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo o vosso procedimento,
1.16 porque escrito está: Sede santos, porque eu sou santo.

 

INTRODUÇÃO

Iniciamos nossa nova série METAMORFOSE.  A ideia central que nos acompanhará é que a vida cristã traz resultados práticos em nosso dia a dia que devem ser evidenciados em nossa caminhada. A conclusão é de que o Evangelho nos transforma, como uma metamorfose. Não precisamos de melhoradas ou arremedos, mas de uma mudança radical em nossa essência. E começamos percebendo como somos transformados em um NOVO SER, que a semelhança de Deus é Santo. Nossa natureza muda a partir do novo nascimento em Cristo e já não somos mais definidos como pecadores! Vem co a gente!

ENTENDENDO O TEXTO

“1 Pedro, apóstolo de Jesus Cristo, aos eleitos que são forasteiros da Dispersão no Ponto, Galácia, Capadócia, Ásia e Bitínia,2 eleitos, segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e a aspersão do sangue de Jesus Cristo, graça e paz vos sejam multiplicadas”

A primeira carta de Pedro é uma carta especial. Não foi escrita para uma localidade, ou uma igreja específica. Foi uma carta escrita “aos forasteiros da Dispersão”. Uma carta escrita aos cristãos de herança gentia, espalhados por diversas regiões da Ásia Menor, dispersos, morando em províncias que sofriam a dominação de Roma. Os destinatários são peregrinos e estrangeiros, figura familiar a Israel, mas também aplicável aos muitos leitores cristãos gentios de Pedro. Edmund Clowney entende que esta carta é o mais condensado resumo da fé cristã e da conduta que ela inspira em todo o NT. Seu propósito principal está inconfundivelmente explícito: … vos escrevo resumidamente, exortando e testificando, de novo, que esta é a genuína graça de Deus; nela estai firmes.

Tendo recebido o dom da salvação em Cristo Jesus (vs.9), os cristãos não devem desprezar este inefável presente sendo negligentes na salvação. Como filhos de Deus, devemos viver em conformidade com a sua vontade, que consiste numa vida em obediência a sua Palavra (veja Mc 3.35; Jo 9.31; 1Pe 2.15). A realidade da salvação deve se expressar em santidade vivida, diária.

V.13 – “Por isso, cingindo o vosso entendimento, sede sóbrios e esperai inteiramente na graça que vos está sendo trazida na revelação de Jesus Cristo”.

Pedro instrui seus leitores a como viver uma vida que glorifica a Deus, uma vida de santidade. E nos convoca a “cingir o entendimento”, uma metáfora que se assemelha a expressão moderna “arregaçar as mangas”. Significa estar pronto para exercer alguma atividade sem empecilhos. Ou seja, devemos estar com a mente preparada e disposta para agir colocando em prática aquilo que sabemos sobre nossa salvação em Cristo (vs.3-12).

Pedro prossegue exortando-nos dizendo que devemos ser sóbrios (4.7; 5.8) – νήφοντες (nephontes). Esta palavra descreve uma pessoa que tem domínio próprio (em relação ao álcool ou qualquer tipo de êxtase), estando com a mente lúcida. John MacArhtur acentua que o cristão sóbrio é responsável de modo correto por suas prioridades e não se deixa embriagar pelas distrações do mundo. Os prazeres mundanos como bebida, pornografia, fornicação (o sexo fora do casamento), adultério, desonestidade, mentira, são, também, drogas que entorpecem nossas mentes e, enfraquecidos pelas negligencias e omissões, nos desviamos do evangelho diário.

O verbo esperar, no grego έλπίσατε (elpisate), significa, basicamente “colocar a esperança”. É uma indicação do modo pelo qual os cristãos devem viver esta esperança, isto é, com maturidade e integridade. Desse modo, Pedro exorta os cristãos a esperar inteiramente, que significa “depositar a esperança”.

V.14 – “Como filhos da obediência, não vos amoldeis às paixões que tínheis anteriormente na vossa ignorância”

Pedro adverte que, uma vez eleitos pra salvação em Cristo, regenerados pelo Espírito para uma vida em santidade (vs.3,13), não devemos retornar ao estilo de vida que tínhamos no passado, quando não conhecíamos o Evangelho.

No grego, a expressão não vos amoldeis σνσχηματιςόμενοι (syschematizomenoi) pode ser traduzida como “não se deixem conformar”. Esta expressão “significava assumir a forma de alguma coisa, a partir de um molde no qual se era encaixado”. Contudo, uma vez que foram libertos da escravidão do pecado (Ef 2.1-3), Pedro adverte os cristãos a não entrarem novamente no antigo “molde”, uma vida regida por prazeres carnais. Naquele tempo, os desejos e paixões constituíam o centro da vida, a norma de conduta. É incoerente e inconcebível um salvo amoldar-se às paixões de sua velha vida (Ef 4.22-25, 28-29, 31). Por isso devemos nos abster dos desejos pecaminosos.

 

Porém precisamos perceber a grandeza de tal decisão. O ato de se se abster dos desejos pecaminosos inevitavelmente causará conflitos entre nós e os que não creem, que não estabelecem restrições a seus desejos. Mas ainda assim devemos ser missionais e nos misturar a todos que vivem ao redor, convivendo com eles, nos adaptando e adotando costumes locais, até o ponto em que estes sejam compatíveis e coerentes com os valores do Reino.

Por isso Karen Jobes diz que “Pedro apresenta o conceito desafiador de que é melhor sofrer do que pecar. Primeira Pedro nos desafia a reavaliarmos a forma como aceitamos as normas da sociedade e também a estar prontos a sofrer a marginalização por sermos visitantes e estrangeiros em nossa própria cultura, quando seus valores entram em conflito com os valores de Cristo”.

15 e 16 – “pelo contrário, segundo é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo o vosso procedimento, porque escrito está: Sede santos, porque eu sou santo”.

O NT ensina que sem santidade ninguém verá a Deus (Hb 12.14). E que ao homem é requerido ser perfeito em santidade como Deus (Mt 5.49). Que deve participar da retidão divina, se espera habitar em sua presença (Rm 3.21). E que mediante o poder transformador do Espírito tal santidade se torna nossa. Nisso consiste a santificação (I Ts 4.3, II Ts 2.13). Deus é o modelo, através de Cristo. Devemos ser filhos da «obediência», possuidores da natureza divina. A operação do Espírito garante nossa participação na santidade.

Assim, esse é um chamado eficaz, por ser o cumprimento da eleição, efetuado mediante o poder do Espírito. Portanto, os que são chamados também são santos. Pois são chamados a uma nova vida de santidade e de separação, e de progresso na direção da perfeição. A perfeição absoluta é o alvo.

Essa santidade deve controlar a vida diária. Ela deve ser o poder orientador de todas as ações da vida; manifestando os aspectos do fruto do Espírito Santo (Gl 5.22,23). Essas virtudes substituem os vícios da vida antiga. W.E. Sangster diz que: “A única necessidade da igreja… é de santidade”. (Religion in Life,493-502). Não existe igreja verdadeira sem santidade; quando muito, haverá pessoas que buscam a conversão, mas ainda não a possuem.

A necessidade de santificação não é algo novo. Mas agora sabemos que as exigências da lei, quanto à perfeição moral, são cumpridas em Cristo, e não através de obras/ sacrifícios. A influência e poder do Espírito, transformam-nos de modo real, tornando-nos nova criatura – METAMORFOSE. Sem  santidade, ninguém jamais verá Deus (Hb 12.14), porquanto o processo de santificação é essencial à salvação (II Ts 2.13). A caminhada cristã não é possível sem ela. A santidade de Deus deve ser o alvo, não uma santidade humana aperfeiçoada.

Pedro cita Levítico, um livro composto de regras que temos dificuldade de nos aproximar. Mas, em essência, Levítico é sobre a nova sociedade que Deus quer criar. É sobre criar um povo distinto, moldando cada aspecto de suas vidas individual e coletiva. Não é só vida religiosa, é santidade que atinge cada aspecto do dia a dia: casamento, amizade, trabalho, finanças, lazer, política, etc. O que fazemos na segunda deve ser tão santo quanto o que fazemos no domingo. Na maneira como dirigimos, nos relacionamos com vizinhos, esposa e filhos, colegas de trabalho. Em suma, somos transformados em essência para um NOVO SER. Pedro quer mostrar como a igreja pode ser distinta da sociedade ao viver o lema diário de “ser santo porque Deus é santo”

O QUE O TEXTO DIZ PARA NÓS HOJE

É paradoxal pensar em nós e o ser santo. O aparente domínio do pecado na vida nos leva conclusão que nossa identidade é de pecadores. Isso parece mais realista do que nos considerarmos santos. Nossa experiência parece confirmar que somos absolutamente pecadores. Lutero combateu isso com seu slogan: “ao mesmo tempo justo e pecador”. Esse ensino é falso porque não é a narrativa do NT. Precisamos substituir a narrativa falsa pela narrativa de Jesus.

Deus não quer apenas reconciliar-nos, Ele quer nos transformar. Ele não retira apenas a culpa pelo pecado, mas também o poder do pecado sobre mim (Rm 6.6). Não é que eu esteja tentando viver uma vida sem pecados como Jesus. Mas o próprio Cristo passa a viver a sua vida santa em minha vida. Isso fica mais claro quando entendemos a expressão tão repetida no NT “em Cristo”. O NT não separa Jesus de seus seguidores. Cristo habita em nós de maneira real e prática. Os cristão não são apenas pecadores perdoados, mas uma nova espécie: pessoas habitadas por Jesus, possuindo a mesma vida eterna que Ele possui (Cl 1.27, 3.3; Gl 2.20; Rm 8.1,10; I Co 6.19).

II Co 5.17 diz: “Portanto, se alguém está em Cristo, é nova criação. As coisas antigas já passaram; eis que surgiram coisas novas!”. O que significa nova criação? A transformação (metamorfose) da lagarta em borboleta é uma boa ilustração.

As coisas antigas passaram! Como seguidor de Jesus, somos totalmente reconciliado com Deus. Ele não lida mais com você com base no seu pecado. A borboleta não pode mais voltar a ser lagarta. Mas a pergunta é: Porque ainda luto com o pecado? O pecado permanece, mas não precisa reinar.

Embora espiritualmente sejamos novas criaturas, ainda vivemos em nosso antigo corpo, que abriga o remanescente do pecado. Ainda mantemos nossas antigas narrativas, lembranças e hábitos. E tudo isso em um mundo que se coloca em oposição a verdade de Deus. Por isso continuamos a luta. A Bíblia descreve isso como a luta entre o Espírito e a carne (Gl 5.17).

A definição da palavra carne no grego é o que produzo quando estou separado de Deus e vivo por minha conta. Essa batalha não termina quando sou batizados, ao contrário, é justo quando ela começa. Antes não havia conflito, já que a carne controlava. Quando nos entregamos a Cristo o Espírito passa a habitar em nós e a batalha começa. Como alguém em quem Cristo habita, posso viver como Ele viveu: em total dependência de Deus, em relacionamento íntimo e profundo com Ele, confiando Nele pra viver a vida cristã.

CONCLUSÃO

I Pe 1.3 diz que fomos regenerados. Somos criados de novo em Cristo e não pertencemos mais aqui, somos peregrinos e estrangeiros. Somos aquele que está preparado(cingido): foi regenerado e está pronto para uma nova forma de viver. Nós somos santos e não mais pecadores, nossa natureza mudou a partir do novo nascimento. Aquilo que nos era impossível, passa a ser possível pela obra da regeneração. Antes tínhamos só a natureza caída. Com o novo nascimento nos voltamos as coisas espirituais, andamos no Espírito e almejamos ser santos como Deus é santo. Uma nova natureza! Então aprendemos a “esperar inteiramente na graça”. Não há mais méritos. A regeneração nos faz “filho da obediência (Ez 11.19; 36.26 ; Ef 2.8-10)

Fecho com uma ilustração. Você sabe a diferença entre cachorros do campo e da cidade? O cachorro do campo vive livre para fazer o que quiser, mas sempre volta para casa. Já o cachorro da cidade vive preso, proibido de sair. Quando tem oportunidade, foge! Entender sua identidade em Cristo é ser como cachorro do campo. Tem consciência de que não estão sob a lei. Por ter a experiência de pecar, de se afastar de casa, sabem o que há lá fora. Eles encontram a felicidade vivendo perto de seu dono. Você foi destinado a abrigar a plenitude de Deus. Não aceite viver menos do que isso!

Finalmente, a questão não é performance ou resistência. Mas, como disse Henry Nouwen, se estamos realmente apaixonados por Jesus. Em nosso mundo de solidão e desespero, há uma grande necessidade de pessoas que conheçam o coração de Deus; um coração que perdoa, ama, cuida, estende a mão e quer curar. O poder de Deus se aperfeiçoa na fraqueza (II Co 12.9).

DESAFIO

Nos alegrar em nossa identidade em Cristo, praticando as disciplinas espirituais para me aprofundar nessa verdade. E participar da minha  comunidade para viver isso na prática!

Dica: Praticar a solitude. Quando praticamos a solitude paramos de fazer pedidos a Deus. Passamos a nos deleitar em sua presença. Não há mais ninguém a ser impressionado, ou para dar opiniões sobre nós, nenhuma imagem a sustentar ou superar. Apenas um Deus que nos ama como somos!

 

Sobre o autor | Website

Professor da EBD - Ministro na Igreja Evangélica Ministério Vida de Minas Gerais. Teólogo, Mestre em Teologia Sistemática Aplicada, Blogueiro Cristão a vários anos, já escreveu mais 1000 artigos para diversos blogs e sites. Artista Plástico, Designer e Escritor. Criador do Curso digital: TSA- Teologia Sistemática Aplicada.

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