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Carnaval cristão. Qual a sua opinião?

O carnaval que sempre foi taxado de festa da carne, período onde os crentes fugiam para seus retiros. Hoje tem sido diferente, as igrejas estão invadindo o carnaval com o carnaval cristão. Será que isso é bom?

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O cristão deve ter o seu carnaval ou não.

Temos visto a cada ano, uma atividade um pouco diferente das igrejas neste período de carnaval, novas igrejas e até antigas denominações tem tomado uma atitude diferente. Igrejas que no inicio, começaram a comemorar ou a realizar as conhecidas festas juninas, e que hoje, organizam verdadeiros blocos de carnaval para que seus membros possam continuar pulando e dançando, ou melhor sambando ao som das “marchinhas gospel”. Esta onda tem crescido a cada ano, e a duvida que surge entre os lideres a favor e os que são contra, é: Carnaval Cristão é bom para a igreja?

carnaval cristão

Não quero com este artigo generalizar. Sei que existem muitas igrejas neopentecostais e até tradicionais que nesta época organizam verdadeiros arrastões pelas praias do litoral paulista, levando a palavra a todos que ali estão. Levam uma palavra de verdade, alegria, levam oração, levam um testemunho de cristão a pessoas que estão bebendo, se drogando, se “divertindo”, pessoas que supostamente estão aproveitando o carnaval. Não que todas pessoas que vão para o carnaval vão para fazer este tipo de coisa, mas estes grupos também levam a Palavra para pessoas comuns que estão ali, somente para descansar e aproveitar o feriado.

Muito das vezes este tipo de arrastão é acompanha de uma bateria, tocando sim, louvor em ritmo de samba enredo. Afinal ser cristão é ser alegre e por que não cantar louvores em ritmo, que é o ritmo oficial neste período de carnaval.

Algumas dessas igrejas, também neopentecostais, organizam verdadeiros blocos da madrugada, estes por sua vez, não tem a batucada, nem musica em ritmo de samba, mas tem o silencio da oração como seu ritmo. São blocos que saem na madrugada, buscando aqueles que estão perdidos, amargurados, deprimidos e muito das vezes destruídos, abandonados na sarjeta, bêbados, drogados ou talvez somente humilhados espiritualmente. Pessoas solitárias, que foram atrás da alegria passageira e nem estas encontraram. O que eles encontraram foi a solidão e acabaram se afundando nas drogas e no álcool, na depressão pós festa. Estas igrejas vão com seus membros, ao encontros destas pessoas, as encontram, as ajudam, oram por elas, levam uma palavra de carinho de amor, um abraço amigo. E as vezes isso é tudo que estas pessoas estão precisando nestas horas. Estes blocos da madrugadas, são verdadeiros prontos socorro espiritual para estas pessoas que são encontradas vagando nas madrugadas de carnaval.

bateria bola de neve em santos

Meus parabéns para estas igrejas que fazem este trabalho.

Mas voltando ao nosso assunto principal, não é desse carnaval cristão que eu quero falar. E sim das igrejas “modernas” que hoje organizam, com a desculpa de evangelizar, blocos da “alegria”, e saem pelas ruas cantando, dançando, sambando, afirmado que esta é a alegria do Senhor. Blocos que chegam a audácia de sim, disputar, com outros blocos seculares o titulo de blocos mais alegres do carnaval.

Me entendam, não estou dizendo que não o povo de Deus não pode ser um povo alegre, festivo, também não estou dizendo que os cristão não possam ouvir e até cantar, musicas gospel em ritmo de samba enredo, pagode e até o conhecido “axé baiano”.

Pelo contrário, sou totalmente a favor de todos os ritmos, para a adoração ao Criador de Tudo. Se Ele é o criador de tudo, porque não adora-lo com estes ritmos. Mas o que me preocupa, e que me fez escrever este artigo, é a questão: podemos sair organizados em blocos ou grupos pelas ruas cantando e dançando durante o carnaval? Seria o carnaval uma festa cultural, que faz parte da cultura brasileira e não teria nada de mais “pular carnaval” ao ritmo de axé gospel?

Será que nós como cristãos podemos ou não “pular carnaval” mesmo que seja ao ritmo de um bom samba enredo gospel?

Minha intenção com este artigo, não é te dizer o que pode e o que não pode. Mas sim te levar a pensar, a quem nós estamos agradando quando “pulamos carnaval ao ritmo das marchinhas evangélicas”.

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E para começarmos, vamos para a origem do Carnaval. As primeiras referências históricas a ele estão relacionadas a festas agrárias, conhecidas como festas das colheitas. Alguns atribuem seu surgimento aos cultos de agradecimento aos deuses pela fertilidade do solo e pela colheita, realizados na Grécia durante o século 7 a.C. A festividade normalmente era regada a muito vinho fermentado e incluía orgias, bebedeiras, comilanças, violência e uma série de sacrifícios disfarçados de adoração e agradecimento pela ótima colheita.

Os foliões usavam máscaras e disfarces simbolizando a inexistência de classes sociais. Mas as mascaras na verdade, eram para esconder a própria personalidade. Muitos faziam coisas absurdas e medonhas usando como desculpa, as mascaras. Coisas que, caso estivessem sem mascara jamais fariam. As mascaras escondiam a realidade, e lhes davam liberdade de fazerem o que quisessem, sem qualquer restrição.

As folias do Carnaval também estão ligadas às festas pagãs romanas, marcadas pela licenciosidade sexual, bebedeira, glutonaria, orgias coletivas e muita música. Eram conhecidas como bacanais (em homenagem a Baco, o deus do vinho e da orgia), lupercais (em homenagem ao deus obsceno Pã, também chamado de Luperco) e saturnais (em homenagem ao deus Saturno, que, segundo a mitologia grega, devorou seus próprios filhos).

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Mas quando Jesus Cristo surgiu, uma de suas bandeiras era matar as “vontades da carne”. Matar o desejo do ser humano em que querer fazer tudo o que lhes dá vontade. Veja o que ele disse: E dizia a todos: “Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-me.Lucas 9:23

Negar-se a si mesmo.

Jesus dizia que deveríamos negar a nós mesmo, as nossas vontades e a nossos desejos. Ele sabia que, como seres humanos que somos. Terias e seriamos induzidos a ter desejos, que a principio iriam satisfazer nossas vontades, mas que no final iriam nos destruir.

Paulo também falou: “Irmãos, vocês foram chamados para a liberdade. Mas não usem a liberdade para dar ocasião à vontade da carne; pelo contrário, sirvam uns aos outros mediante o amor.” Gálatas 5.13

E aqui Paulo toca em um ponto importantíssimo: Liberdade. Veja que ele diz que nós fomos chamados para a liberdade. Ou seja: temos total liberdade de se, desejarmos, sair, vestido de abadá dançando e cantando as marchinhas gospels pelas ruas organizados ou não em blocos.

Sim temos esta liberdade, mas veja que Paulo continua no mesmo versículo para que não houvesse qualquer duplo sentido de entendimento. Ele diz: “Mas não usem de liberdade para dar lugar a vontade da carne”

Me diga você que está lendo este artigo este pequeno texto: Sair vestido de abadá, ou mesmo com um short, chinelo de dedo e camiseta, cantando e dançando ao som de uma marchinha gospel. Juntos com um bloco ou um grupo que simplesmente se reuniu e resolveu sair junto, sem bebida, mas com muita alegria. Que escolheram sair durante os dias de carnaval para demonstrar que crente também é feliz. Se alegrando e demonstrando sua liberdade.

Aos seus olhos, isso é estar ou não usando da liberdade para satisfazer as suas vontades da carne?

Não me responda ainda, vamos continuar a falar do carnaval.

Com o advento do cristianismo, a Igreja Católica Apostólica Romana começou a tentar conter os excessos do povo nessas festas pagãs e a condenar a libertinagem. Porém, com a resistência popular, em 590 d.C. ela própria a Igreja Católica Apostólica Romana oficializou o Carnaval dando origem ao “carnaval cristão” veja que o carnaval que temos hoje, começou como “carnaval cristão”. Quando o Papa Gregório I marcou definitivamente a data do Carnaval no calendário eclesiástico.

Esse momento de grandes festejos populares antecedia a Quaresma, período determinado pela Igreja Católica para que todos os anos os fiéis se dedicassem, durante 40 dias, a assuntos espirituais, antes da Semana Santa. Veja que a quaresma já existia, era um período de quarenta dias de busca espiritual. No período que ia da Quarta-feira de Cinzas até o Domingo de Páscoa, o povo deveria entregar-se à austeridade e ao jejum, para lembrar os 40 dias que Jesus passou no deserto consagrando-se.

E olha que fato interessante, vemos ano após ano, novas igrejas aderindo ao “carnaval cristão” mas não vemos tantas assim aderindo a “Quaresma” ou aconselhando seus fiéis que aproveitem a quaresma que é um período de 40 dias para jejuarem e se consagrarem ao Senhor nesta época.

E quero abrir aspas: o que mais se fala no meio cristão sobre a quaresma é que: “nós podemos comer carne, então vamos fazer churrasco, vamos comemorar!”- comemorar o que? – ou mesmo entre as crianças e adolescente, dizem, que na quaresma é a época do lobisomem. Que absurdo, ainda existe cristão que acreditam em lobisomem e permitem que seus filhos acreditem nesta história maligna e satânica.

Mas este artigo não é sobre a quaresma e sim sobre o carnaval, então vamos continuar.

Como o povo enfrentaria um longo período de privações e abstinência, alguns “lideres carnais” permitiram que o povo cometesse então algumas extravagâncias antes. Às vésperas da Quaresma, os cristãos fartavam-se de assados, bebidas, satisfaziam as suas vontades da carne, entre o domingo e a “terça-feira gorda”. O que deveria ser apenas uma festa religiosa acabou assimilando os antigos costumes de libertinagem, idolatria e bebedeiras.

Esses dias de “vale-tudo” que antecedem a Quaresma, em que as pessoas ficam 40 dias sem comer carne, passaram a ser chamados de “adeus à carne”, que em italiano é carne vale, ou carnevale, resultando na palavra carnaval. Ou seja um período de despedida da carne, onde com esta desculpas você poderia fazer o que quisesse, afinal estava se despedindo da carne, satisfazendo as vontades da carne. Era uma despedida, mas não era um adeus, afinal, todo ano eles esperavam alegremente a chegada deste período, para se “despedirem da carne.”

A Quarta-feira de Cinzas, primeiro dia da Quaresma, simbolizava o momento em que as pessoas se revestiam de cinzas, evocando que do pó vieram e para o pó retornariam, e ingressavam no período em que a Igreja celebra a paixão, a morte e a ressurreição de Jesus Cristo.

Com vimos o carnaval é sim uma festa, que começo com a desculpa de se despedir da carne, mas que acabou dedicada a total e exclusiva, satisfação da carne. Não existe nada de espiritual nesta festa.

Então porque festeja-la? Porque usar da liberdade que você tem para satisfazer suas vontades. Se você sai em um arrastão pelas praias debaixo de sol escaldante, vestido adequadamente, com a bíblia debaixo do braço, levando a Palavra de Deus e muita oração para aqueles que ali estão, garanto que não é com o intuito de satisfazer a sua carne.

Se você sai na madrugada, vestido adequadamente, com a sua bíblia debaixo do braço levando um socorro espiritual para aqueles que estão caídos nas sarjetas, garanto que isto também não é a satisfação da sua carne.

Mas se você coloca um abadá, um shortinho curto, deixa a bíblia em casa e sai pela rua acompanho um trio elétrico que até está cantando musicas gospel, pulando dançando e se divertindo ao som das marchinhas gospel. Responda-me: A quem você está satisfazendo?

Para encerrar.

Visto que até hoje essa festa da carne traz consequências físicas, morais e espirituais degradantes, estampadas nos noticiários da Quarta-feira de Cinzas, aconselho aos que NÂO participam do Carnaval que continuem de fora; e, aos que participam ou pretendem participar, meu conselho é 1 João 2.16: “Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo.” Sendo assim, não convém ao cristão, mesmo a título de curiosidades, ou a titulo de liberdade cristã participar dessa festividade


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Sobre o autor | Website

Professor da EBD - Ministro na Igreja Evangélica Ministério Vida de Minas Gerais. Teólogo, Mestre em Teologia Sistemática Aplicada, Blogueiro Cristão a vários anos, já escreveu mais 1000 artigos para diversos blogs e sites. Artista Plástico, Designer e Escritor. Criador do Curso digital: TSA- Teologia Sistemática Aplicada.

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